Acreditava ele que existia algo humano nos túneos do metró que se espalhavam como veias em baixo da terra. Se um só fosse considerado, não se distinguía o seu começo do seu fim. Uma daquelas linhas sozinha não parecia tão complicada—pois uma linha complexa deixa de ser uma linha e torna-se numa forma completamente outra. A sós, não conduziam a lugar nenhum. Mas essas linhas e os túneos que elas representavam juntos constituíam um labirinto, um submundo composto de conexões paralelas às do lado de cima. Um espelho enterrado que todos usavam a cada dia e não o reparavam.
Mas ele andava todo dia de metró para o seu trabalho e sempre compreendera. Enquanto outros liam jornais gratuitos e livros de jogar fora, Davi aprendia a ler entre as linhas o que não estava escrito nelas. Prestava atenção às complexidades de ambos dos mundos. Ele via como aqui em baixo tinha ligações planejadas entre os linhas que jamais foram realizadas. Túneos que cruzavam-se durante cinqüenta anos ou mais—no mais íntimo relacionamento—foram subitamente fechados, selados com os mesmos tijoulos que os construíram. Em tais lugares agora coligava-se poeira em vez de pessoas, cápsulas de tempo não-esperadas e com destino desconhecido.
Monday, July 16, 2007
introdução
Estou procurando escrever uma crônica, uma short story como como fala a gente daqui. não sei...nunca tentei escrever ficção. Queria escrevê-la em português e assim vou aos poucos. Tenho cultivado algumas idéias na mente. por favor me ajude com a concordância como sempre tem me ajudado. sinto muita falta de você por aqui e das nossas conversas. parece que me falta uma parte de mim.
Thursday, July 12, 2007
Monday, June 18, 2007
eu te amo
Eu te amo. Estas três palavras, decaídas, caem até o chão. Depois são chutadas, pisoteadas na rua. Como a pétula de uma flor, fora da sua estação. Como uma notícia no jornal de ontem, hoje é para jogar fora. Hoje parece que ninguém repara, todo mundo olha para o seu relógio, se preocupa com o ônibus atrasado, e anda ao rumo para o trabalho, para almoçar, o seu dia a dia, a rotina, o cotidiano. Ninguém se abaixa para colher as folhas que são espalhadas. Um mendigo coloca as pétalas no seu copo e usa as folhas como cobertor. Somente este procura reçiclar.
Friday, June 15, 2007
Thursday, June 14, 2007
Saturday, June 9, 2007
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